Direito do Trabalhador

Sindicato de servidores da PF apoia diretores afastados

ResumoO SinpecPF, sindicato dos servidores administrativos da Polícia Federal, manifestou apoio público aos diretores afastados Andrei Rodrigues e Leandro Almada. A entidade repudia a decisão liminar do ministro André Mendonça, do STF, classificando o afastamento como uso político do Judiciário. O sindicato defende a autonomia institucional da PF e critica interferências externas na gestão da corporação.

O SinpecPF, que representa os servidores administrativos da PF, manifestou apoio ao diretor-geral Andrei Rodrigues e ao diretor de Inteligência Leandro Almada, afastados por decisão liminar do ministro André Mendonça, do STF. A entidade repudia o uso político do Judiciário e aler

Quézia Andrade Tupinambá
Por Quézia Andrade TupinambáPesquisadora em justiça criminal e dados
Brasília · 09 de setembro de 2026 · 2 min de leitura
Sindicato de servidores da PF apoia diretores afastados

O Sindicato Nacional dos Servidores do Plano Especial de Cargos da Polícia Federal (SinpecPF), que representa os funcionários administrativos da corporação em todo o país, manifestou apoio ao diretor-geral Andrei Rodrigues e ao diretor de Inteligência Policial Leandro Almada. O posicionamento veio após a decisão que determinou o afastamento de ambos das funções, nesta terça-feira (8).

Em nota, a entidade afirma: "O SinpecPF repudia o uso político do Poder Judiciário para atingir a Polícia Federal por meio de seus dirigentes. Divergências e disputas de natureza política não devem se sobrepor à autonomia e à estabilidade de uma instituição de Estado, especialmente às vésperas de uma eleição presidencial, nem comprometer o seu regular funcionamento."

O sindicato também alerta para os possíveis efeitos práticos da medida. "A Polícia Federal é uma instituição de Estado, formada por milhares de servidores que diariamente mantêm em funcionamento suas estruturas administrativas e operacionais em todo o país. Por isso, qualquer medida que atinja sua direção merece atenção, especialmente pelos possíveis reflexos sobre a continuidade dos serviços e sobre os próprios servidores", completa a nota. Segundo o SinpecPF, o efetivo de servidores administrativos da PF soma cerca de 2 mil profissionais em todo o país.

O afastamento do diretor-geral e do diretor de Inteligência foi decidido por liminar do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), a partir de pedido do Partido Novo. A maioria dos ministros da Segunda Turma do STF acompanhou a decisão, mas o julgamento foi interrompido após pedido de vista do ministro Gilmar Mendes.

A Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF), que representa 2,3 mil delegados, também se manifestou por meio de nota. A entidade afirmou que o afastamento do diretor-geral da PF somente poderia ocorrer por decisão do plenário do STF, e não por decisão monocrática de um dos ministros, ainda que sujeita a referendo de um colegiado do tribunal. A ADPF classificou o momento como de "crise institucional grave" e afirmou que, em poucos dias, a Polícia Federal e sua direção passaram a ser alvo de procedimentos que afetam a estabilidade interna da corporação.

Para os servidores administrativos, o desfecho do caso pode influenciar diretamente a rotina de trabalho nas unidades da PF espalhadas pelo país. A continuidade de serviços como emissão de passaportes e registros depende da estabilidade da gestão, um ponto que o SinpecPF já sinaliza como preocupação central. impacto de decisões judiciais em órgãos públicos

O julgamento segue suspenso pelo pedido de vista de Gilmar Mendes, sem data para retomada. Até lá, a expectativa das entidades é de que a discussão se concentre nos limites da atuação monocrática no STF, um tema que transcende o caso específico e alcança o funcionamento institucional como um todo.

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