Direito do Trabalhador

Mendonça diz ter divulgado todo conteúdo no caso Master

ResumoAndré Mendonça, ministro do Supremo Tribunal Federal, declarou nesta sexta-feira (11) que divulgou integralmente todo o conteúdo dos procedimentos relacionados ao caso Master, cujo julgamento está pautado para terça-feira (15). A manifestação ocorreu após ofício enviado por Alexandre de Moraes questionando suposta seletividade na liberação de documentos.

Ministro André Mendonça, do STF, afirmou nesta sexta (11) que disponibilizou integralmente os procedimentos do caso Master, pautado para terça (15). A resposta veio após ofício de Alexandre de Moraes sobre suposta seletividade.

Dr. Reinaldo Bastos Coelho
Por Dr. Reinaldo Bastos CoelhoAdvogado criminalista e analista de jurisprudência
Brasília · 12 de setembro de 2026 · 2 min de leitura
Mendonça diz ter divulgado todo conteúdo no caso Master

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, afirmou nesta sexta-feira (11) que disponibilizou integralmente os procedimentos contidos ou relacionados ao julgamento do caso Master, pautado para a próxima terça-feira (15). A declaração consta de despacho que responde ao ofício do ministro Alexandre de Moraes, que apontou suposta seletividade na liberação dos sigilos.

O que Mendonça decidiu e por quê

No despacho, Mendonça sustenta que a manutenção de processos em sigilo ocorreu a partir de uma análise prudente e responsável, considerando a existência de investigações em andamento e a necessidade de zelar pela preservação de dados pessoais das pessoas investigadas.

Ele citou como exemplo de informações a preservar os dados bancários e fiscais de inúmeras pessoas físicas e jurídicas. Por isso, segundo o ministro, jamais se poderia publicizar a totalidade dos procedimentos contidos ou relacionados à PET 15.556.

Mendonça também esclareceu que a Petição 15.556 corresponde apenas à representação policial que deflagrou a 3ª fase da Operação Compliance Zero, não abrangendo a totalidade de procedimentos relativos à operação.

O prazo de 24 horas e a posição da PGR

Mais cedo, o ministro Edson Fachin, atendendo a pedido da Procuradoria-Geral da República, deu prazo de 24 horas para que Mendonça retirasse o sigilo de todos os documentos relacionados à Operação Compliance Zero, que apura corrupção de agentes públicos e fraudes financeiras bilionárias ligadas ao antigo Banco Master.

Para a PGR, a divulgação de apenas parte do material passa uma ideia equivocada de que a transparência do caso pode estar comprometida.

O que isso significa para quem acompanha o caso

Na prática, o julgamento segue pautado para terça (15), e a disputa sobre o alcance do sigilo não altera a data. O que está em jogo é o volume de documentos acessíveis antes da sessão. Se a divergência entre os ministros persistir, o colegiado pode ser chamado a definir o perímetro da publicidade processual.

Aqui vale a distinção que costumo fazer no dia a dia forense: o que a lei diz e o que o tribunal decide nem sempre coincidem. O sigilo, no processo penal, não é regra nem exceção absoluta; é decisão fundamentada, revisável. E é exatamente esse fundamento que a PGR questiona.

Para quem responde a processo, o ponto sensível é o calendário. Prazo de 24 horas, pauta em quatro dias, ofício entre ministros: cada movimento encurta a janela de manifestação da defesa. É esse o efeito prático que a próxima terça deve revelar.

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