Direito do Trabalhador

TSE manda Eduardo Bolsonaro retirar posts sobre urnas

ResumoO Tribunal Superior Eleitoral (TSE), por decisão do ministro Nunes Marques, determinou que Eduardo Bolsonaro remova publicações com desinformação sobre as urnas eletrônicas em até 24 horas. A ordem judicial exige a exclusão imediata dos conteúdos nas redes sociais. A medida visa coibir a propagação de informações falsas sobre o processo eleitoral brasileiro.

O ministro Nunes Marques, do TSE, determinou que Eduardo Bolsonaro retire posts de desinformação sobre as urnas eletrônicas em até 24 horas. Entenda a decisão.

Dr. Adelmo Brandão Pacheco
Por Dr. Adelmo Brandão PachecoJuiz aposentado e comentarista de processo penal
Brasília · 02 de setembro de 2026 · 1 min de leitura
TSE manda Eduardo Bolsonaro retirar posts sobre urnas

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Nunes Marques, determinou que o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro retire de suas redes sociais postagens com desinformação sobre as urnas eletrônicas. A decisão foi assinada na última segunda-feira (31) e divulgada nesta quarta-feira (2).

O ministro atendeu ao pedido de retirada feito pela Federação Brasil da Esperança, formada pelo PT, PCdoB e PV, após perfis de apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro replicarem uma postagem que relaciona indevidamente a empresa venezuelana Starmatic com as urnas eletrônicas brasileiras. A desinformação circula desde 2020 e já foi diversas vezes desmentida pela Justiça Eleitoral. A Starmatic não forneceu urnas para o Brasil.

Na decisão, Nunes Marques deu prazo de 24 horas para Eduardo retirar as postagens e proibiu o ex-deputado de fazer novas postagens de desinformação contra as urnas eletrônicas. "A permanência do conteúdo impugnado, às vésperas do início da propaganda eleitoral, é apta a consolidar no eleitorado percepção de insegurança quanto ao sistema eletrônico de votação, fundada em alegação já conclusivamente afastada por esta Justiça Especializada, o que recomenda a atuação cautelar imediata", decidiu o ministro.

Em junho deste ano, o STF condenou Eduardo Bolsonaro a 4 anos e dois meses de prisão em regime semiaberto pelo crime de coação no curso do processo, no processo sobre o tarifaço dos Estados Unidos contra as exportações brasileiras. No ano passado, ele deixou o Brasil, foi morar nos Estados Unidos e perdeu o mandato de deputado por faltar às sessões da Câmara dos Deputados.

Leia também

Publicidade