Toffoli suspende campanha digital de Grassi à Presidência
O ministro Dias Toffoli, do TSE, suspendeu nesta segunda-feira (31) a propaganda eleitoral digital do candidato à Presidência Wilson Grassi. A decisão também bloqueou repasses do fundo eleitoral e proibiu participação em debates.
O ministro Dias Toffoli, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), decidiu nesta segunda-feira (31) suspender a propaganda eleitoral do candidato à Presidência da República Wilson Grassi (Democrata) na internet. A decisão também suspende os repasses do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) e proíbe a participação de Wilson em debates de televisão, rádio e podcasts. A medida vale até a decisão final do TSE sobre o caso.
O ponto central está na Lei das Eleições, que obriga partidos e candidatos a informar os endereços eletrônicos usados na campanha, incluindo blogs e redes sociais, logo após o registro da candidatura. A partir da indicação, os perfis não podem ser recomendados pelos algoritmos. Segundo Toffoli, Grassi informou oito perfis 17 dias depois do requerimento do registro.
Para o ministro, a demora pode ter favorecido o candidato. "Constata-se que ao menos um perfil está em utilização irregular para difusão de conteúdo a milhares de seguidores e com potencial favorecimento pelos algoritmos de recomendação", decidiu. A suspensão atinge diretamente a estratégia digital do candidato, que fica sem o alcance impulsionado.
O caso agora aguarda o julgamento de mérito no TSE. Enquanto isso, Grassi não pode veicular propaganda online nem receber verbas do FEFC. A proibição de debates reduz a visibilidade em um momento crítico da campanha. impacto da suspensão de campanhas eleitorais regras do fundo eleitoral em eleições