Direito do Trabalhador

Entidades científicas cobram apuração rigorosa de crise no STF

ResumoSBPC e ABC, em nota conjunta assinada por 57 entidades científicas, cobram apuração rigorosa e imparcial das tensões envolvendo STF, PF e PGR. A declaração defende a ampla defesa e o contraditório como garantias fundamentais no processo de investigação. O posicionamento público reforça a necessidade de transparência institucional diante da crise.

SBPC e ABC divulgaram nota conjunta, assinada por 57 entidades científicas, cobrando apuração rigorosa e imparcial das tensões que envolvem STF, PF e PGR, com defesa da ampla defesa e do contraditório.

Quézia Andrade Tupinambá
Por Quézia Andrade TupinambáPesquisadora em justiça criminal e dados
Brasília · 09 de setembro de 2026 · 1 min de leitura
Entidades científicas cobram apuração rigorosa de crise no STF

A Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) e a Academia Brasileira de Ciências (ABC) divulgaram, nesta quarta-feira (9), uma nota conjunta em que manifestam preocupação com a crise político-institucional que transcendeu o Supremo Tribunal Federal (STF), envolvendo instituições como a Polícia Federal (PF) e a Procuradoria-Geral da República (PGR). Outras 57 entidades científicas já tinham assinado o documento até a SBPC e a ABC o tornarem público, no início desta tarde.

Todas defendem a apuração rigorosa e imparcial das suspeitas e eventuais irregularidades que suscitaram "as tensões que envolvem instituições centrais da República". Ao mesmo tempo, defendem que as investigações das responsabilidades individuais sejam conduzidas pelas instâncias competentes, garantindo às partes o direito à ampla defesa e ao contraditório.

"Os fatos se esclarecem com evidências, procedimentos claros e decisões fundamentadas, não com disputas de versões", sustentam as entidades, rejeitando qualquer tentativa de proteção pessoal a autoridades que possam ter infringido a lei. Elas também advertem sobre o risco de que o cenário de instabilidade seja instrumentalizado para alimentar a desinformação ou atacar o regime democrático.

Em entrevista à Agência Brasil, a presidenta da SBPC, Francilene Garcia, destacou que a iniciativa não busca defender pessoas ou interesses político-partidários, mas a independência das instituições democráticas e os interesses da comunidade científica e da sociedade brasileira. "A integridade das instituições impacta a vida republicana do país", disse, acrescentando que a celeuma afeta o debate sobre problemas importantes para a vida de cada um de nós.

Assinam a nota conjunta as seguintes entidades: SBPC, ABC e outras 57 entidades científicas, totalizando 59 signatárias. O documento defende que nenhuma autoridade está acima da lei e que a confiança pública se recupera pela capacidade demonstrada de apurar e responder, sem antecipar condenações.

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