Direito do Consumidor

Justiça do RJ autoriza estado a assumir clube e pousada do CV

ResumoA Justiça do Rio de Janeiro autorizou o governo estadual a assumir provisoriamente o Várzea Country Clube e a Pousada Menino do Rio, em decisão do juiz Alexandre Abrahão Dias Teixeira. Os imóveis são apontados como usados para lavagem de R$ 11 milhões pelo tráfico de drogas. A medida permite intervenção administrativa imediata.

A Justiça do Rio autorizou o governo estadual a assumir provisoriamente o Várzea Country Clube e a Pousada Menino do Rio, apontados como usados para lavagem de R$ 11 milhões pelo tráfico. Decisão é do juiz Alexandre Abrahão Dias Teixeira.

Quézia Andrade Tupinambá
Por Quézia Andrade TupinambáPesquisadora em justiça criminal e dados
Brasília · 31 de agosto de 2026 · 1 min de leitura
Justiça do RJ autoriza estado a assumir clube e pousada do CV

A Justiça do Rio de Janeiro autorizou o governo estadual a assumir, provisoriamente, o Várzea Country Clube, na capital fluminense, e a Pousada Menino do Rio, em Búzios. A decisão é do juiz Alexandre Abrahão Dias Teixeira, da 3ª Vara Especializada em Organização Criminosa, que atendeu pedido do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ). Investigação da polícia fluminense apontou que os dois imóveis foram usados para lavar cerca de R$ 11 milhões de organizações ligadas ao tráfico de drogas.

Na decisão, o juiz afirmou que a utilização provisória permite que os bens apreendidos ou sequestrados na operação policial tenham "destinação social e evitar a deterioração ou o abandono durante o curso das investigações e dos processos judiciais". A posse do clube será imediata: o espaço teria sido tomado pela facção Comando Vermelho em 2023 e se transformado em local de encontros e bailes do grupo. Agora, as estruturas esportivas e de lazer poderão servir aos cerca de 70 mil moradores dos bairros de Água Santa, Piedade e Quintino Bocaiúva.

Já a posse da Pousada Menino do Rio será escalonada, pois o local mantém atividade hoteleira regular. Para evitar a parada total, o magistrado determinou que o Estado apresente um plano com medidas como reacomodação de hóspedes e manutenção dos direitos dos funcionários. A Procuradoria-Geral do Estado tem 30 dias para indicar os órgãos responsáveis pela gestão dos espaços, com destinação prioritária para a Polícia Civil.

decisões judiciais sobre bens de facções

O caso ilustra como o judiciário fluminense tem lidado com ativos do crime organizado: em vez de aguardar o fim do processo, a destinação provisória busca dar uso social imediato. A medida, porém, depende da execução do plano estadual e do cumprimento dos prazos, o que ainda será acompanhado nos autos.

Leia também

Publicidade