Direito Previdenciario

Rioprevidência leiloa terreno na Ilha dos Caiçaras por R$ 23,3 milhões

ResumoRioprevidência leiloou um terço do terreno da Ilha dos Caiçaras, na Lagoa Rodrigo de Freitas, Rio de Janeiro, por R$ 23,3 milhões. O Clube dos Caiçaras arrematou a área de 11,3 mil metros quadrados no leilão realizado na terça-feira, 15 de abril.

O Rioprevidência vendeu um terço do terreno da Ilha dos Caiçaras, na Lagoa Rodrigo de Freitas, por R$ 23,3 milhões. O próprio Clube dos Caiçaras arrematou a área de 11,3 mil metros quadrados no leilão de terça-feira (15).

Quézia Andrade Tupinambá
Por Quézia Andrade TupinambáPesquisadora em justiça criminal e dados
Brasília · 17 de setembro de 2026 · 2 min de leitura
Rioprevidência leiloa terreno na Ilha dos Caiçaras por R$ 23,3 milhões

O Rioprevidência (Fundo Único de Previdência Social do Estado do Rio de Janeiro) leiloou um terço do terreno da Ilha dos Caiçaras, na Lagoa Rodrigo de Freitas, zona sul do Rio, por R$ 23,3 milhões. O Clube dos Caiçaras arrematou a área de 11,3 mil metros quadrados pelo lance inicial, no leilão dessa terça-feira (15).

A venda ocorreu na sede do Rioprevidência, no centro do Rio, e integra o plano de desinvestimento da carteira imobiliária da autarquia. O objetivo declarado é reforçar o caixa do fundo previdenciário dos servidores estaduais, após perdas resultantes de investimentos no Banco Master.

O que muda com a venda

O restante da ilha já pertencia ao Clube dos Caiçaras. Com a compra da fatia que era do estado, a diretoria do clube informou, em seu site oficial, que a operação manteve a regularidade das atividades no local.

A área vinha sendo ocupada pelo clube há anos, por meio de instrumentos públicos de autorização de uso, com pagamento mensal de remuneração ao Rioprevidência. O processo de leilão, portanto, não altera a regularidade da ocupação atual.

Em nota, a diretoria do clube registrou que a fração leiloada tem características específicas e está sujeita a limitações e condicionantes urbanísticas, ambientais e de uso, compatíveis com a natureza da ilha e com as atividades sociais, esportivas e recreativas ali desenvolvidas.

O que está por trás do leilão

O desinvestimento imobiliário do Rioprevidência ocorre após o governo do Rio investir cerca de R$ 3,7 bilhões de recursos do fundo no Banco Master. A informação foi revelada pela Polícia Federal durante investigações sobre aportes suspeitos no banco, o que colocou em risco o pagamento dos servidores inativos e pensionistas do estado.

O Rioprevidência é responsável exclusivamente pelo pagamento de servidores estaduais inativos (aposentados) e pensionistas. A alienação de ativos da carteira imobiliária aparece, no contexto descrito pela fonte, como uma das medidas para recompor o caixa do fundo.

Para quem acompanha a gestão de fundos previdenciários, o caso levanta uma pergunta prática: qual o ritmo e o tamanho de outros leilões de imóveis que ainda estão por vir. A resposta depende do plano de desinvestimento da autarquia, que não detalhou, na fonte disponível, o calendário nem a lista completa de ativos a serem ofertados. como funciona a carteira imobiliária do Rioprevidência

O que se sabe até agora é o essencial: área de 11,3 mil metros quadrados, lance de R$ 23,3 milhões, arrematante único e uma operação que muda a titularidade de um terço da ilha, sem alterar a rotina de quem frequenta o clube.

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