Direito Previdenciario

Débora do Batom não violou tornozeleira, diz secretaria de presídios ao STF

ResumoA Secretaria da Administração Penitenciária de São Paulo (SAP) informou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que Débora Rodrigues dos Santos, conhecida como Débora do Batom, não violou a tornozeleira eletrônica. O esclarecimento foi enviado em resposta a questionamento do ministro Alexandre de Moraes sobre o monitoramento da cabeleireira.

A Secretaria da Administração Penitenciária de São Paulo (SAP) informou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que a cabeleireira Débora Rodrigues dos Santos, conhecida como Débora do Batom, não violou a tornozeleira eletrônica. O esclarecimento foi enviado após o ministro Alexandre d

Dr. Adelmo Brandão Pacheco
Por Dr. Adelmo Brandão PachecoJuiz aposentado e comentarista de processo penal
Brasília · 28 de julho de 2026 · 4 min de leitura
Débora do Batom não violou tornozeleira, diz secretaria de presídios ao STF

Débora do Batom não violou tornozeleira, diz secretaria de presídios

A Secretaria da Administração Penitenciária de São Paulo (SAP) informou nesta terça-feira (28) ao Supremo Tribunal Federal (STF) que a cabeleireira Débora Rodrigues dos Santos, conhecida como Débora do Batom, não violou a tornozeleira eletrônica. O esclarecimento foi enviado após o ministro Alexandre de Moraes solicitar explicações sobre falhas de sinal do equipamento. Segundo a secretaria, as ocorrências de perda momentânea de sinal são inerentes à tecnologia de monitoramento eletrônico.

Como a SAP justificou as falhas de sinal

A SAP afirmou que, no caso analisado, não foi expedido qualquer ofício comunicando violação por parte de Débora. "Os eventos registrados decorreram exclusivamente de oscilações do sinal GNSS [GPS]", disse o órgão em comunicado ao STF. Isso significa que as interrupções momentâneas de sinal são normais no sistema de monitoramento e não configuram descumprimento.

O que acontece quando a tornozeleira perde o sinal

Em sistemas de monitoramento eletrônico, perdas de sinal podem ocorrer por diversos motivos técnicos. A própria SAP reconhece que essas oscilações são inerentes à tecnologia. Quando o equipamento falha, o centro de monitoramento registra o evento, mas só considera violação se houver indícios de adulteração ou rompimento. No caso de Débora, a secretaria esclareceu que não houve qualquer indício de violação.

Quem é Débora do Batom e por que ela usa tornozeleira

Débora Rodrigues dos Santos foi condenada a 14 anos de prisão por participar dos atos golpistas de 2023 e pichar a frase "Perdeu, mané" na estátua A Justiça, localizada em frente ao edifício-sede do STF, com um batom. Desde março do ano passado, ela cumpre prisão domiciliar em Paulínia, São Paulo, onde reside. Ela é monitorada por tornozeleira eletrônica, não pode usar redes sociais e nem ter contato com outros investigados. Em caso de descumprimento, ela deverá voltar para o presídio.

O papel do STF no monitoramento

O ministro Alexandre de Moraes solicitou explicações à SAP após serem registradas falhas de sinal no equipamento de Débora. A resposta da secretaria foi enfática: não houve violação. Esse tipo de comunicação entre o STF e a SAP é comum em casos de monitoramento de réus, especialmente quando há alertas técnicos que podem gerar dúvidas sobre o cumprimento das medidas cautelares.

Como funciona o monitoramento por tornozeleira eletrônica

A tornozeleira eletrônica utiliza sinais de GPS (GNSS) para rastrear a localização do monitorado. O equipamento envia dados para uma central, que registra eventuais falhas de sinal. Essas falhas podem ser causadas por obstruções físicas, interferências ou problemas técnicos. A SAP afirma que, no caso de Débora, as oscilações foram normais e não indicam violação.

O que muda para Débora com essa decisão

Com o esclarecimento da SAP, Débora continua em prisão domiciliar, monitorada por tornozeleira, sem restrições adicionais. Ela mantém a proibição de usar redes sociais e de contatar outros investigados. A decisão da secretaria reforça que não houve descumprimento das condições impostas pela Justiça.

Implicações para outros casos de monitoramento

O caso de Débora ilustra como falhas técnicas no monitoramento eletrônico podem gerar dúvidas sobre o cumprimento de medidas cautelares. A SAP deixou claro que perdas de sinal são inerentes ao sistema e não configuram violação. Isso pode servir de referência para outros réus em situação semelhante.

Perguntas Frequentes

Débora do Batom violou a tornozeleira?

Não. A Secretaria da Administração Penitenciária de São Paulo informou ao STF que não houve violação. As falhas de sinal foram decorrentes de oscilações normais do sistema GPS.

Por que a SAP investigou o caso?

O ministro Alexandre de Moraes solicitou explicações sobre falhas de sinal no equipamento de Débora. A SAP respondeu que não houve qualquer ofício comunicando violação.

O que Débora pode e não pode fazer na prisão domiciliar?

Ela não pode usar redes sociais, não pode ter contato com outros investigados e deve permanecer em Paulínia, onde reside. Se descumprir, volta para o presídio.

Quanto tempo Débora foi condenada?

Ela foi condenada a 14 anos de prisão por participação nos atos golpistas de 2023 e pela pichação na estátua A Justiça.

Qual a pena para quem viola a tornozeleira?

Em caso de descumprimento das condições da prisão domiciliar, o monitorado pode ser recolhido ao presídio. No caso de Débora, a SAP afirmou que não houve violação.

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