Direito do Trabalhador

Rio recupera R$ 153 milhões de corrupção

ResumoO estado do Rio de Janeiro recuperou cerca de R$ 153 milhões por meio de ação penal do Ministério Público Federal. Desse total, R$ 114 milhões foram destinados à segurança pública e R$ 39 milhões à Controladoria-Geral do Estado, reforçando o combate à corrupção e o investimento em áreas estratégicas fluminenses.

Ação penal do MPF devolveu cerca de R$ 153 milhões aos cofres do Rio de Janeiro. Do total, R$ 114 milhões vão para segurança pública e R$ 39 milhões para a Controladoria-Geral do Estado.

Dr. Adelmo Brandão Pacheco
Por Dr. Adelmo Brandão PachecoJuiz aposentado e comentarista de processo penal
Brasília · 16 de setembro de 2026 · 2 min de leitura
Rio recupera R$ 153 milhões de corrupção

Aproximadamente R$ 153 milhões recuperados de esquemas de corrupção retornarão aos cofres públicos do estado do Rio de Janeiro. A devolução decorre de ação penal proposta pelo Ministério Público Federal (MPF), e a liberação foi obtida pela Procuradoria-Geral do Estado (PGE-RJ). Os valores já estão disponíveis para uso.

A divisão dos recursos tem destinação definida: R$ 114 milhões irão para a segurança pública, incluindo a aquisição de veículos blindados, e os R$ 39 milhões restantes serão encaminhados à Controladoria-Geral do Estado do Rio de Janeiro.

A recuperação se insere em uma sequência de movimentos patrimoniais do estado fluminense. No início deste mês, a PGE-RJ obteve vitória em ação que permitiu reaver recursos relacionados a ilícitos que causaram prejuízos à saúde pública. Os valores estavam depositados à disposição da Justiça Federal desde 2021.

Segundo a fonte, foi a primeira vez que o estado conseguiu obter o levantamento de recursos nessa unidade judicial, onde tramitam outros processos de grande relevância envolvendo irregularidades na área da saúde. Em junho deste ano, a PGE-RJ anunciou a recuperação de R$ 70 milhões por meio de acordos de delação premiada e de leniência firmados no âmbito de ações da Operação Lava Jato. Esse montante estava travado na Justiça desde 2024.

O procurador-geral do Estado do Rio, Bruno Dubeux, afirmou que o retorno desses recursos demonstra a relevância do trabalho conjunto das instituições em defesa dos interesses do estado. "A atuação coordenada é fundamental para proteger o patrimônio público e assegurar que os recursos sejam destinados a áreas estratégicas, em benefício da sociedade fluminense."

Acompanho de longe o noticiário de recuperação de ativos e me chama atenção o critério temporal: cada leva de recursos tem uma história processual distinta, com datas de bloqueio e liberação que raramente coincidem. A pergunta que um juiz se faz diante de pedidos assim não é sobre o mérito da origem do dinheiro, mas sobre a legitimidade do levantamento e a finalidade vinculada. É esse ponto, e não o valor em si, que costuma sustentar ou derrubar a decisão em recurso. recuperação de ativos pela PGE-RJ

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