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PT aciona TSE contra Flávio Bolsonaro sobre urnas eletrônicas

ResumoA Federação Brasil da Esperança (PT, PV e PCdoB) protocolou representação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra Flávio Bolsonaro. A ação alega divulgação de informação falsa sobre urnas eletrônicas, com pedido de multa de R$ 30 mil e remoção de postagens que associam a empresa venezuelana Smartmatic ao sistema eleitoral brasileiro.

A Federação Brasil da Esperança, composta por PT, PV e PCdoB, protocolou representação no TSE contra Flávio Bolsonaro por divulgar informação falsa sobre urnas eletrônicas. A ação pede multa de R$ 30 mil e remoção de postagens que associam a empresa venezuelana Smartmatic ao sist

Dr. Hélio Faleiro Mont'Alverne
Por Dr. Hélio Faleiro Mont'AlverneAdvogado de compliance e crimes econômicos
Brasília · 23 de julho de 2026 · 3 min de leitura
PT aciona TSE contra Flávio Bolsonaro sobre urnas eletrônicas

A Federação Brasil da Esperança (Fé Brasil), composta pelo PT, PV e PCdoB, entrou nesta quarta-feira (22) com uma representação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) pela divulgação de informação falsa sobre as urnas eletrônicas. O parlamentar, que é pré-candidato à Presidência da República, afirmou que as urnas eletrônicas no Brasil foram produzidas pela empresa venezuelana Smartmatic, informação que já foi desmentida pelo TSE.

A ação foi protocolada um dia após a declaração do senador. Os advogados da federação solicitaram ao tribunal a aplicação de multa de R$ 30 mil contra Flávio Bolsonaro, além da determinação para remover postagens que associem a empresa ao sistema eletrônico de votação. O pedido de multa é um dos mecanismos previstos na legislação eleitoral para coibir a disseminação de desinformação durante o período pré-eleitoral.

Como a desinformação sobre as urnas se espalhou

A ação também cita aliados de Flávio Bolsonaro. A federação informou ao TSE que o deputado federal Gustavo Gayer (PL-GO), a deputada federal Júlia Zanata (PL-SC) e o ex-deputado Eduardo Bolsonaro propagaram desinformação contra o processo eleitoral em postagens em seus perfis nas redes sociais. Segundo os partidos, os parlamentares teriam articulado desinformação contra a integridade do sistema eletrônico de votação brasileiro.

A base da alegação seria um documento divulgado no dia 10 de julho pelo governo norte-americano, que sugere manipulação nas eleições da Venezuela entre 2004 e 2020. No entanto, conforme a federação, "não há nenhuma referência ao sistema eleitoral brasileiro" no documento estadunidense. As conclusões do relatório, sejam quais forem, não têm relação com o processo eleitoral brasileiro, mas essa circunstância foi deliberadamente omitida ou descontextualizada pelos representados em suas manifestações públicas.

O que muda para o eleitor e para a governança das empresas

Para o eleitor brasileiro, o caso reforça a necessidade de checagem de informações sobre o sistema eleitoral. O TSE já desmentiu a associação entre as urnas eletrônicas e a Smartmatic, e a representação da federação busca garantir que a desinformação não contamine o debate público. A multa de R$ 30 mil, se aplicada, serve como precedente para coibir práticas semelhantes.

Do ponto de vista da governança corporativa, o episódio ilustra como a desinformação pode ter consequências legais e reputacionais. Empresas e profissionais de compliance devem observar que a disseminação de informações falsas sobre processos institucionais pode gerar responsabilização, especialmente quando envolve figuras públicas e pré-candidatos. A ação no TSE demonstra que o arcabouço jurídico brasileiro possui instrumentos para responsabilizar agentes que atentam contra a integridade do processo eleitoral.

Engenharia financeira do crime: o rastro documental

O crime econômico raramente tem flagrante, tem rastro. Neste caso, o rastro é documental: as postagens nas redes sociais e o documento norte-americano citado pelos parlamentares. A federação aponta que a descontextualização do documento foi deliberada, o que configura um padrão de conduta que pode ser enquadrado como propaganda eleitoral irregular ou abuso de poder político. A multa de R$ 30 mil é o valor estipulado pela legislação para infrações desse tipo, mas o TSE pode aplicar sanções adicionais, como a inelegibilidade, caso entenda que houve dano ao processo eleitoral.

A Agência Brasil entrou em contato com a assessoria de Flávio Bolsonaro e aguarda retorno. O espaço está aberto para manifestação.

Perguntas Frequentes

O que é a Federação Brasil da Esperança?

É a coligação partidária composta pelo PT, PV e PCdoB, que entrou com a representação no TSE contra Flávio Bolsonaro.

Qual o valor da multa pedida?

Os advogados da federação solicitaram multa de R$ 30 mil contra o senador.

O que Flávio Bolsonaro disse sobre as urnas?

Ele afirmou que as urnas eletrônicas brasileiras foram produzidas pela empresa venezuelana Smartmatic, informação desmentida pelo TSE.

Quem mais é citado na ação?

O deputado federal Gustavo Gayer (PL-GO), a deputada federal Júlia Zanata (PL-SC) e o ex-deputado Eduardo Bolsonaro.

Qual a base da alegação dos parlamentares?

Eles citaram um documento do governo norte-americano sobre as eleições na Venezuela, que não tem relação com o sistema eleitoral brasileiro.

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