Combate aos crimes no setor de combustíveis no Rio terá ação integrada
O combate aos crimes no setor de combustíveis no Rio terá ação integrada entre forças federais e estaduais. Dados oficiais apontam que fraudes como adulteração e sonegação movimentam bilhões anualmente. Veja como a operação funcionará e quais os resultados esperados.
O combate aos crimes no setor de combustíveis no Rio terá ação integrada entre Polícia Federal, Polícia Civil, Receita Federal e Agência Nacional do Petróleo (ANP). A operação conjunta mira adulteração de combustíveis, sonegação fiscal e lavagem de dinheiro. Dados oficiais indicam que fraudes no setor causam prejuízos de R$ 20 bilhões por ano no Brasil, com alta concentração no estado do Rio.
Segundo a ANP, em 2025 foram realizadas 12 mil fiscalizações em postos de combustíveis no país, resultando em 2.500 interdições. No estado do Rio, o número de autuações cresceu 18% em relação a 2024, com destaque para adulteração de gasolina e diesel. O órgão estima que 30% dos postos no estado apresentam alguma irregularidade grave.
A ação integrada prevê três frentes principais. A primeira é a fiscalização ostensiva em postos e distribuidoras, com uso de testes rápidos de qualidade. A segunda é a análise de dados fiscais e financeiros para identificar sonegação. A terceira é a repressão a organizações criminosas que controlam a cadeia ilegal.
Dados da Receita Federal mostram que a sonegação de ICMS e PIS/Cofins no setor de combustíveis no Rio chega a R$ 4,5 bilhões por ano. O esquema mais comum é a compra de combustível de distribuidoras fantasmas, que emitem notas fiscais falsas. Em 2025, a Polícia Civil do Rio deflagrou 15 operações contra essas práticas, com 120 mandados de prisão cumpridos.
A Polícia Federal, por sua vez, atua em crimes interestaduais. Em 2024, a PF desarticulou uma quadrilha que adulterava gasolina com solventes em três estados, com prejuízo estimado em R$ 200 milhões. A operação atual amplia o alcance: serão 200 agentes mobilizados, com apoio de cães farejadores e laboratórios móveis.
Para o consumidor, a mensagem é de cautela. Postos que oferecem combustível com preço muito abaixo da média podem estar envolvidos em fraudes. A ANP recomenda que o motorista exija a nota fiscal e verifique o selo de qualidade no bico da bomba. Em caso de suspeita, a denúncia pode ser feita pelo telefone 0800 970 0267.
Os resultados da ação integrada devem ser divulgados em 90 dias. O governo do estado espera reduzir em 40% as irregularidades no setor até o final de 2026. A meta é ambiciosa, mas os números mostram que a integração entre órgãos é o caminho mais eficaz.
Os crimes no setor de combustíveis não afetam apenas o bolso do consumidor. Eles alimentam o crime organizado, que usa o lucro ilegal para financiar outras atividades, como tráfico de drogas e armas. Por isso, o combate integrado é também uma estratégia de segurança pública.
Como identificar combustível adulterado no posto
Perguntas Frequentes
Quais órgãos participam da ação integrada contra crimes em combustíveis?
Participam Polícia Federal, Polícia Civil do Rio, Receita Federal e ANP. Cada um atua em sua área de competência: fiscalização, inteligência e repressão.
Quais são os principais crimes investigados?
Adulteração de combustíveis, sonegação fiscal, lavagem de dinheiro e formação de organização criminosa. A adulteração é a mais comum, com uso de solventes e outros produtos.
Como denunciar um posto suspeito?
A denúncia pode ser feita pelo telefone 0800 970 0267 da ANP ou pelo Disque Denúncia do Rio (2253-1177). É importante ter o endereço e o nome do posto.
Qual o prejuízo estimado das fraudes no setor?
Segundo a ANP, as fraudes causam prejuízo de R$ 20 bilhões por ano no Brasil. Só no Rio, a sonegação fiscal chega a R$ 4,5 bilhões anuais.
Quando os primeiros resultados da ação serão divulgados?
O governo do estado prevê divulgar os primeiros resultados em 90 dias. A meta é reduzir as irregularidades em 40% até o final de 2026.