Justiça do Rio condena músico a 28 anos por feminicídio
O Conselho de Sentença do Tribunal do Júri de Niterói condenou o músico Clodoaldo Queiroz de Oliveira, da dupla Tony e Gustavo, a 28 anos de prisão pelo feminicídio de Karen Mancini, em Lumiar, Nova Friburgo.
A Justiça do Rio condenou o músico Clodoaldo Queiroz de Oliveira, conhecido como Gustavo, da dupla sertaneja Tony e Gustavo, a 28 anos de reclusão em regime inicialmente fechado. O Conselho de Sentença do Tribunal do Júri de Niterói reconheceu o homicídio triplamente qualificado contra sua mulher, Karen Mancini, analista do Tribunal de Contas do Estado (TCE).
O Tribunal do Júri de Niterói condenou o músico Clodoaldo Queiroz de Oliveira, conhecido como Gustavo, a 28 anos de reclusão em regime inicialmente fechado, pelo homicídio triplamente qualificado de sua mulher, Karen Mancini, ocorrido em abril de 2024 em Lumiar, distrito de Nova Friburgo.
O crime aconteceu em abril de 2024, em Lumiar, distrito de Nova Friburgo, na região serrana do Rio. Karen Mancini, então com 39 anos, morreu após ser agredida. O laudo de necropsia apontou 114 golpes, que causaram hemorragia e traumatismo craniano encefálico, esta última a causa mortis registrada.
Na sentença, a juíza Nearis dos Santos Carvalho Arce destacou a crueldade da ação. "Com audácia extremamente reprovável, espancando a vítima de forma brutal dentro de sua própria residência, onde morava com o réu, golpeando-a por todo o corpo, em especial na região da cabeça. O réu sequer prestou socorro a Karen", escreveu a magistrada.
A juíza também ressaltou a frieza do réu. Os jurados reconheceram a motivação fútil, um desentendimento entre o casal, e o emprego de meio cruel, pela extensa quantidade de lesões. "As quais causaram intenso e desnecessário sofrimento à vítima, evidenciando a frieza e o menosprezo pela vida humana", registrou.
A decisão traz ainda um dado do perito responsável pelo laudo: a quantidade de lesões é classificada como tortura, pois causa padecimento desnecessário à vítima.
Para nós, que acompanhamos a execução penal, a pena de 28 anos em regime fechado reforça o limite que a lei impõe a quem age com tamanha violência. A condenação não devolve a vida de Karen, mas afirma que o Estado responde com rigor a quem mata por menosprezo à mulher. como funciona o regime fechado na Lei de Execução Penal
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A sentença cabe recurso, e o caso segue agora nas instâncias superiores.