Direito de Familia

Empresário vira réu por agredir esposa e tem prisão mantida

ResumoIvo Vel Kos, empresário de 48 anos, tornou-se réu por agredir a esposa em São Paulo. A Justiça manteve a prisão preventiva e negou a conversão em domiciliar, acatando denúncia do Ministério Público de São Paulo (MPSP). A decisão judicial reforça a gravidade das acusações de violência doméstica contra o empresário.

O empresário Ivo Vel Kos, de 48 anos, virou réu por agredir a esposa em São Paulo. A Justiça manteve a prisão preventiva e negou a conversão em domiciliar, após acatar denúncia do MPSP.

Dr. Hélio Faleiro Mont'Alverne
Por Dr. Hélio Faleiro Mont'AlverneAdvogado de compliance e crimes econômicos
Brasília · 25 de agosto de 2026 · 2 min de leitura
Empresário vira réu por agredir esposa e tem prisão mantida

O empresário Ivo Vel Kos, de 48 anos, virou réu por agredir a esposa na capital paulista. A Justiça acatou a denúncia da promotora de Justiça Fabíola Sucasas, e ele responderá por lesão corporal contra mulher e ameaça. A decisão foi tomada nesta terça-feira (18), quando a Vara do Foro Central de Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher também negou o pedido da defesa para converter a prisão preventiva em domiciliar.

A agressão ocorreu na noite do último dia 14, quando o casal voltava de um jantar em Pinheiros, zona oeste de São Paulo. A discussão começou no carro, onde Kos teria dado diversos socos no rosto e no corpo da cirurgiã-dentista Giulia Falcão. Segundo relatos da vítima, a violência continuou em casa, com agressão na mão usando um taco de beisebol e ameaça com um dispositivo de choque elétrico.

O Ministério Público de São Paulo (MPSP) detalhou que, ao tentar pedir socorro pelo celular, o aparelho foi retirado pelo acusado. Ao tentar deixar o imóvel, Giulia sofreu ameaças de morte caso saísse. Ela conseguiu fugir e pedir ajuda a vizinhos, que acionaram a Polícia Militar. O laudo de exame de corpo de delito apontou lesões leves, incluindo edemas e equimoses no rosto, olhos e nariz, além de ferimento na mão direita.

A promotoria considerou, para oferecer a denúncia, o relato da vítima, as lesões constatadas pelos policiais, a admissão do próprio investigado de que havia dado um soco no rosto da mulher e os laudos periciais. Giulia também relatou que não foi um episódio isolado, mencionando histórico de agressões, ameaças de morte, controle, perseguição e episódios de enforcamento, sufocamento e estrangulamento.

Com base na escalada das agressões e no risco de morte, a Justiça concedeu medidas protetivas de urgência. O empresário não pode manter contato com a mulher por qualquer meio, e deve respeitar distância mínima de 300 metros da vítima, de sua residência, local de trabalho e de familiares. A decisão também garante o retorno de Giulia à casa onde vivia, já que familiares do acusado teriam trocado as fechaduras após a prisão em flagrante, impedindo a entrada da dentista. O carro e pertences dela continuavam na residência.

A juíza Carla Balestreri considerou que a retirada da mulher de sua residência e a privação de seus bens configuravam violência psicológica e patrimonial, determinando o retorno ao lar e a restituição do carro e objetos. O pedido de prisão domiciliar foi rejeitado porque a documentação apresentada pela defesa não comprovou a condição de saúde exigida por lei para a substituição da prisão preventiva.

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