# TRE indefere candidatura de José Roberto Arruda ao governo do DF

> O Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF) indeferiu o registro da candidatura de José Roberto Arruda (PSD) ao governo do Distrito Federal. A decisão, tomada em 3 de outubro, baseia-se na condenação do político por improbidade administrativa na Operação Caixa de Pandora, enquadrando-o na Lei da Ficha Limpa. O candidato pode recorrer ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para tentar reverter o impedimento.

*IDECrim · Direito do Trabalhador · 04 de setembro de 2026 · Dr. Adelmo Brandão Pacheco*

O TRE-DF indeferiu nesta quinta-feira (3) o registro da candidatura de José Roberto Arruda (PSD) ao governo do Distrito Federal. Condenado por improbidade administrativa na Operação Caixa de Pandora, ele fica impedido pela Lei da Ficha Limpa, mas pode recorrer ao TSE e seguir cam

O Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF) indeferiu nesta quinta-feira (3) o registro da candidatura do ex-governador José Roberto Arruda (PSD) ao cargo de governador do Distrito Federal. A decisão atinge diretamente a disputa pelo Palácio do Buriti, e o cenário agora depende de recurso no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

A negativa do registro tem base na condenação de Arruda por improbidade administrativa em um dos processos da Operação Caixa de Pandora. Por isso, ele está impedido de concorrer pela Lei da Ficha Limpa. O enquadramento na lei, que barra candidatos condenados por órgãos colegiados, é o ponto central que sustenta a decisão do TRE.

Enquanto o TSE não analisa o recurso, a campanha de Arruda pode seguir. Segundo o relator do caso, desembargador Guilherme Pupe, até a decisão do tribunal superior, o candidato pode continuar os atos de campanha. "Enquanto perdurar essa condição, ficam lhe asseguradas as práticas de atos relativos à campanha, inclusive propaganda e utilização de horário eleitoral", afirmou na decisão.

Nas redes sociais, Arruda disse que respeita a decisão do TRE, mas vai recorrer ao TSE. "A decisão do TRE não encerra a nossa caminhada. Vamos recorrer ao TSE e seguir em frente. Não vou abaixar a cabeça nem abandonar Brasília", escreveu.

O caso corre em paralelo ao julgamento da própria Lei da Ficha Limpa no Supremo Tribunal Federal (STF), que marcou para setembro a retomada da análise. Essa discussão pode influenciar o desfecho de casos como o de Arruda, dependendo do entendimento sobre a aplicação da lei.

Para quem acompanha a eleição no DF, a leitura é de que a disputa segue aberta até a palavra final do TSE. A decisão do TRE, embora relevante, não encerra o processo. O que sustenta ou derruba a candidatura, em última instância, será a análise do recurso no tribunal superior.

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