# STF analisa conversas de Moraes e Vorcaro em sessão

> O Supremo Tribunal Federal analisa em sessão plenária nesta terça-feira (15), às 10h, se o ministro Alexandre de Moraes pode ser investigado por suposta relação com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. A sessão será transmitida pela TV Justiça e pela internet.

*IDECrim · Direito do Trabalhador · 15 de setembro de 2026 · Dr. Hélio Faleiro Mont'Alverne*

O plenário do STF começa a analisar nesta terça-feira (15), às 10h, se o ministro Alexandre de Moraes pode ser investigado pela suposta relação com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. A sessão será transmitida pela TV Justiça e pela internet.

O plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) começa a analisar na manhã desta terça-feira (15) se o ministro Alexandre de Moraes pode ser investigado pela suposta relação com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. A sessão está marcada para às 10h e será transmitida pela TV Justiça e pela internet.

O plenário foi acionado pelo ministro André Mendonça, antigo relator do caso Master, após a Polícia Federal (PF) identificar que Vorcaro entrou em contato com um número de celular atribuído ao ministro. As mensagens foram captadas a partir da quebra do sigilo do celular do ex-banqueiro, preso no âmbito da Operação Compliance Zero, que investiga fraudes financeiras no Master e a tentativa de compra da instituição pelo Banco de Brasília (BRB), banco público ligado ao Governo do Distrito Federal (GDF).

## O rito da sessão no plenário

De acordo com o procedimento definido pelo presidente do STF e novo relator do caso, ministro Edson Fachin, a sessão será aberta às 10h. A secretária fará a leitura da ata da sessão anterior e Fachin fará as saudações de praxe aos ministros. Em seguida, o processo será chamado para julgamento, com leitura do relatório. A palavra será dada à Procuradoria-Geral da República (PGR) e, após a manifestação, a votação será iniciada.

O STF não confirmou se Alexandre de Moraes poderá participar da sessão. O plenário também é composto pelos ministros Cristiano Zanin, Flávio Dino, Nunes Marques, Luiz Fux, Cármen Lúcia e Gilmar Mendes. A participação de Dias Toffoli também não está confirmada. No início deste ano, Toffoli declarou-se impedido de participar de julgamentos sobre o caso Master após a imprensa revelar que o ministro é dono de um resort comprado por um fundo de investimentos ligado ao banco.

O rito previsto pode ser interrompido por uma questão de ordem, suscitada por qualquer ministro, ou por um pedido de vista, que suspende a deliberação.

## Da origem do caso ao envio ao STF

O caso veio à tona em 1º de setembro, quando André Mendonça, então relator, retirou o sigilo e encaminhou as conversas para Fachin. Conforme a Constituição e o Regimento Interno do STF, cabe ao plenário julgar membros do tribunal.

A investigação aponta que Vorcaro trocou cerca de 50 mensagens com número atribuído ao ministro antes de ser preso, em 17 de novembro do ano passado. Moraes não é relator do caso Master, mas passou a ter contato com Vorcaro após o escritório de advocacia Barci de Moraes, que pertence à família do ministro, prestar serviços ao banco.

Em 15 de novembro de 2025, Vorcaro demonstrou preocupação com o avanço das investigações da PF, que ainda tramitavam na primeira instância da Justiça Federal em Brasília, e citou os nomes do procurador-geral da República, Paulo Gonet, e do diretor-geral da corporação, Andrei Rodrigues. Na mensagem, escreveu: "Não conseguimos reverter isso com Paulo ou Andrei? Muita sacanagem isso. Isso em Brasília?", afirmou. Apesar da citação, não há indícios de que Gonet e Andrei tenham interferido nas investigações.

No dia seguinte, Vorcaro citou o juiz Ricardo Leite, antigo relator das investigações na Justiça Federal, e sinalizou que poderia ser alvo de mandado de prisão: "Você acha que tem chance de isso acontecer amanhã de manhã?", questionou. Em 17 de novembro, foi preso por determinação de Ricardo Leite. Meses depois, o caso foi enviado ao Supremo.

Desde o início da divulgação das conversas, Alexandre de Moraes não se pronunciou especificamente sobre o conteúdo das mensagens. Após o envio a Fachin, Moraes incluiu Mendonça no inquérito das fake news e o acusou de direcionar a investigação contra ele por "motivos políticos". A inclusão foi desfeita por Fachin.

Durante a tramitação, Paulo Gonet defendeu a anulação do relatório da PF que encontrou as conversas. Na manifestação enviada à Corte, afirmou que André Mendonça investigou Moraes ilegalmente ao determinar o aprofundamento da apuração sobre o caso Master. No entendimento do procurador, o aprofundamento só poderia ocorrer após autorização do plenário.

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Fonte (canonical): https://idecrim.com.br/direito-do-trabalhador/stf-faz-nesta-manha-sessao-analisara-conversas-moraes-vorcaro/
