# Policiais militares que descumpriam prisão domiciliar são presos no RJ

> Três policiais militares foram presos no Rio de Janeiro por descumprirem regras da prisão domiciliar. A ação do Gaeco/MPRJ, com apoio da CSI e da Corregedoria da PM, ocorreu nesta terça-feira (28). O trio é acusado de integrar núcleo de segurança de organização criminosa.

*IDECrim · Direito do Trabalhador · 28 de julho de 2026 · Dr. Adelmo Brandão Pacheco*

Três policiais militares que descumpriram as regras da prisão domiciliar foram alvos de novos mandados de prisão preventiva no Rio de Janeiro. A ação, nesta terça-feira (28), foi do Gaeco/MPRJ, com apoio da CSI e da Corregedoria da PM. O trio é acusado de integrar o núcleo de seg

## Policiais militares que descumpriam prisão domiciliar são presos no RJ

Três policiais militares que descumpriram as regras da prisão domiciliar foram alvos de novos mandados de prisão preventiva nesta terça-feira (28), no Rio de Janeiro. A ação, conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (Gaeco/MPRJ), teve apoio da Coordenadoria de Segurança e Inteligência (CSI) do Ministério Público e da Corregedoria da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro. O trio é acusado de integrar o núcleo de segurança pessoal do contraventor Rogério Andrade desde a denúncia apresentada na deflagração da Operação Pretorianos, em 2024.

## Quem são os policiais militares presos e por quê

Os alvos dos novos mandados são Carlos Fernando Dias Chaves, Carlos Magno Mariano de Souza e Waldeci Barbosa Nunes. Segundo o Gaeco/MPRJ, o trio desrespeitou reiteradamente as medidas cautelares a que estavam submetidos, incluindo o recolhimento noturno e aos finais de semana.

No caso de Carlos Fernando, foi constatado o descarregamento da tornozeleira eletrônica em, pelo menos, nove dias distintos. Em um desses casos, o aparelho permaneceu desligado por mais de três dias, o que inviabiliza a devida fiscalização do cumprimento da medida cautelar. Para o Ministério Público, as condutas dos três colocam em risco a ordem pública e comprometem a aplicação da lei penal.

## O que muda para a segurança pública no Rio de Janeiro

A prisão de policiais militares que descumpriam prisão domiciliar não é um caso isolado. Ela revela um padrão de atuação que, como juiz, sempre me preocupou: a corrupção dentro das forças de segurança. Quando um agente do Estado, que deveria proteger a ordem, se alia a grupos criminosos, o risco para a sociedade é imenso.

A denúncia da Operação Pretorianos, de 2024, descreve a atuação dos acusados na corrupção sistemática de forças policiais, mediante o pagamento de propina a diversas unidades das Polícias Civil e Militar. Ou seja, não se trata de um desvio individual, mas de um esquema que compromete a credibilidade de toda a instituição.

## Como funciona a fiscalização da prisão domiciliar

A prisão domiciliar é uma medida cautelar que substitui a prisão preventiva, mas exige o cumprimento de regras rígidas. O monitoramento eletrônico, por meio de tornozeleira, é uma das principais ferramentas. Quando o aparelho é descarregado ou desligado, como no caso de Carlos Fernando, o sistema de fiscalização fica cego. É por isso que o Gaeco/MPRJ obteve a prisão preventiva: a quebra das regras inviabiliza a própria medida.

Para o cidadão comum, isso significa que a Justiça está atenta a esses descumprimentos. Mas também mostra a fragilidade do sistema: se um policial, que conhece os mecanismos de fiscalização, consegue burlá-los, o que dizer de outros investigados?

## A Operação Pretorianos e o combate ao crime organizado

A primeira fase da Operação Pretorianos foi deflagrada em março de 2024, para o cumprimento de 20 mandados de prisão e 50 de busca e apreensão. Entre os alvos estavam 18 policiais militares da ativa e um policial penal que integravam o grupo liderado pelo contraventor Rogério de Andrade. Nesta operação, o Gaeco denunciou à Justiça 31 pessoas pelo crime de organização criminosa.

Em 26 de novembro de 2025, o Gaeco obteve na Justiça decisão favorável à manutenção do contraventor Rogério Andrade no presídio federal de segurança máxima de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul. A denúncia relata que Andrade e Flávio da Silva Santos, conhecido como "Flávio da Mocidade", comandam a principal organização responsável pela exploração de jogos de azar no Estado do Rio de Janeiro, atuando na gestão dos pontos de jogo e em disputas violentas com grupos rivais.

## O que sustenta a decisão de prisão preventiva

Parte da questão que o juiz precisa decidir, não da conclusão. A prisão preventiva, neste caso, foi motivada pelo descumprimento reiterado das regras da prisão domiciliar. Quando o réu quebra a confiança do sistema, a única alternativa para garantir a ordem pública e a aplicação da lei penal é a prisão sem prazo. A dúvida razoável, aqui, não existe: o descarregamento da tornozeleira em nove dias distintos é um fato concreto, não uma interpretação.

## Perguntas Frequentes

### O que é a prisão domiciliar?

É uma medida cautelar que substitui a prisão preventiva, permitindo que o investigado aguarde o julgamento em casa, mas com regras rígidas, como recolhimento noturno e monitoramento eletrônico.

### O que acontece se um preso domiciliar descumprir as regras?

O descumprimento pode levar à revogação da prisão domiciliar e à decretação da prisão preventiva, como ocorreu com os três policiais militares.

### Quem investiga o descumprimento da prisão domiciliar?

No caso do Rio de Janeiro, a investigação é conduzida pelo Gaeco/MPRJ, com apoio da CSI e da Corregedoria da Polícia Militar.

### O que é a Operação Pretorianos?

É uma operação do Gaeco/MPRJ, deflagrada em março de 2024, que investiga a atuação de policiais militares e um policial penal que integravam o grupo do contraventor Rogério Andrade.

### Rogério Andrade está preso?

Sim. Em 26 de novembro de 2025, o Gaeco obteve decisão favorável à manutenção de Rogério Andrade no presídio federal de segurança máxima de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul.

Operação Pretorianos e o combate ao crime organizado no RJ Prisão domiciliar: regras e consequências do descumprimento Atuação do Gaeco/MPRJ no combate à corrupção policial

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