# Fachin dá 5 dias para Mendonça e Gonet responderem acusação

> Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal, concedeu prazo de cinco dias para André Mendonça e Paulo Gonet responderem às acusações formuladas por Alexandre de Moraes no âmbito do caso Master. A decisão de Fachin determina que os ministros apresentem esclarecimentos sobre as alegações levantadas, sem antecipar conteúdo ou mérito das respostas. O prazo corre a partir da notificação oficial.

*IDECrim · Direito do Trabalhador · 04 de setembro de 2026 · Quézia Andrade Tupinambá*

Edson Fachin, presidente do STF, deu cinco dias para André Mendonça e Paulo Gonet responderem acusações de Alexandre de Moraes sobre o caso Master.

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, determinou nesta sexta-feira (4) cinco dias de prazo para que o ministro André Mendonça e o procurador-geral da República, Paulo Gonet, se manifestem sobre supostas irregularidades na condução do caso Master. As acusações foram feitas pelo ministro Alexandre de Moraes, que apresentou um relatório de inteligência da Polícia Federal (PF) para embasar suas afirmações.

O documento, no entanto, não traz o cabeçalho da instituição nem a assinatura de delegado, como é de praxe. Nele, Moraes aponta improbidade administrativa, abuso de autoridade e crime de responsabilidade por parte de Mendonça, a quem acusa de direcionar a investigação para atingi-lo. O relatório também sugere que Mendonça pudesse estar mirando desafetos políticos, incluindo o próprio Moraes e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). Apesar disso, o texto afirma que as alegações são uma "análise de cenário" e "sem valor probatório".

A crise entre os ministros emergiu após Mendonça retirar o sigilo de um relatório da PF com mensagens do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, recuperadas de seu celular na Operação Compliance Zero. As conversas sugerem que Moraes teria editado um contrato de mais de R$ 130 milhões entre o Master e o escritório de sua esposa, Viviane Barci de Moraes. Na quinta-feira (3), Fachin já havia cobrado manifestações sobre o relatório. Agora, ele determinou que o documento apresentado por Moraes seja retirado do inquérito das Fake News e anexado a uma petição separada, relatada por ele. Fachin escreveu que as providências são "exclusivamente à instrução do feito, sem antecipação de juízo".

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