# STF encerra sessão sem definir casos sobre Moraes e Mendonça

> O Supremo Tribunal Federal encerrou a sessão de terça-feira (15) sem deliberar sobre a investigação do ministro Alexandre de Moraes por suposta relação com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Um pedido de vista do ministro Flávio Dino suspendeu a análise e abriu prazo de 90 dias para devolução do processo.

*IDECrim · Direito do Trabalhador · 16 de setembro de 2026 · Dr. Hélio Faleiro Mont'Alverne*

O STF encerrou a sessão desta terça-feira (15) sem definir se o ministro Alexandre de Moraes pode ser investigado pela suposta relação com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Um pedido de vista do ministro Flávio Dino travou a análise e abriu prazo de 90 dias.

O Supremo Tribunal Federal (STF) encerrou a sessão desta terça-feira (15) sem definir se o ministro Alexandre de Moraes pode ser investigado pela suposta relação com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. O ministro Flávio Dino pediu vista do caso e, pelas regras internas da Corte, tem prazo de 90 dias para devolver a questão para julgamento.

O impasse entre os ministros decorreu da discordância sobre o rito a ser adotado. Inicialmente, somente o caso de Moraes foi pautado pelo presidente da Corte, Edson Fachin. A análise das suspeitas contra André Mendonça estava marcada para a sessão do dia 23 de setembro.

Durante a sessão, ministros ligados à ala de Moraes defenderam que a relação com Vorcaro fosse analisada em conjunto com as supostas irregularidades atribuídas ao ministro André Mendonça, antigo relator do caso, ao solicitar ao plenário a investigação. Pelo entendimento, o mesmo rito deveria ser adotado nos dois casos. Com isso, o ministro Gilmar Mendes levantou uma questão de ordem para incluir a análise das supostas irregularidades contra André Mendonça.

A questão foi colocada em julgamento, mas não chegou a ser finalizada porque Dino pediu vista do processo após o bate-boca entre Gilmar Mendes e Mendonça. O placar parcial ficou em 4 votos a 3.

O ministro André Mendonça, antigo relator do caso Master, é acusado por Alexandre de Moraes de atuar de forma parcial na condução das investigações para incriminá-lo. Além disso, a Procuradoria-Geral da República (PGR) diz que Mendonça investigou Moraes ilegalmente ao determinar o aprofundamento da apuração sobre o caso Master para esmiuçar as conversas envolvendo o ministro e o ex-banqueiro. No entendimento da procuradoria, o aprofundamento da apuração só poderia ocorrer após autorização do plenário da Corte.

O caso Moraes veio à tona no dia 1º de setembro, quando André Mendonça retirou o sigilo do relatório da Polícia Federal e encaminhou as conversas para Fachin. A investigação aponta que Vorcaro trocou cerca de 50 mensagens com número atribuído a Alexandre de Moraes antes de ser preso, em 17 de novembro do ano passado.

Para a governança da Corte, o episódio expõe o custo institucional de ritos divergentes em casos que se cruzam: quando a definição do procedimento vira objeto de disputa, o julgamento de mérito fica suspenso e o prazo regimental passa a ditar o calendário.

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