# A pedido de Fachin, Mendonça retira sigilo do caso Master

> André Mendonça retirou o sigilo de 15 procedimentos sobre o Banco Master após pedido de Edson Fachin. A decisão torna os processos públicos e libera o material para os demais magistrados do STF.

*IDECrim · Direito do Consumidor · 11 de setembro de 2026 · Dr. Reinaldo Bastos Coelho*

André Mendonça retirou o sigilo de 15 procedimentos sobre o Banco Master após pedido de Edson Fachin. A decisão torna os processos públicos e libera o material para os demais magistrados do STF.

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, retirou o sigilo de parte das investigações sobre o Banco Master, das quais é relator. A decisão atende a pedido de Edson Fachin, presidente da Corte. Com isso, 15 procedimentos sobre o Master deixam de ser sigilosos e passam a ser públicos, liberados também para os demais magistrados.

O que muda na prática: o sigilo foi suprimido de 15 procedimentos sobre o Banco Master. Permanece em segredo apenas o material que possa prejudicar diligências e novos procedimentos. Os processos agora são públicos e acessíveis aos demais magistrados.

A ordem de Fachin vem após uma crise que tomou o STF com as decisões de Mendonça. Inicialmente, ele revelou supostas trocas de mensagens entre o ministro Alexandre de Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro. Nesta semana, Mendonça afastou Andrei Rodrigues, diretor-geral da Polícia Federal, e Leandro Almada, diretor de Inteligência Policial.

Na quarta-feira, o ministro Flávio Dino interveio e suspendeu as decisões de Mendonça, restituindo Rodrigues e Almada a seus cargos. O presidente Edson Fachin decidiu anular tanto as ações de Dino quanto as de Mendonça e determinou para o dia 15 de setembro a análise pelo plenário do processo de Mendonça que envolve Moraes.

Na prática, a abertura de parte do sigilo interessa a quem responde a processo. O acesso ao que foi apurado permite à defesa conhecer o material que embasa as investigações e exercer o contraditório. A ressalva é que o segredo permanece sobre o que possa prejudicar diligências e novos procedimentos, ou seja, a publicidade não é total. A decisão de Fachin também joga a discussão final para o plenário, em 15 de setembro, quando o colegiado analisará o processo de Mendonça que envolve Moraes. garantias do réu no processo penal

Acompanhar esse calendário importa: decisões monocráticas em setembro podem ser revistas pelo plenário, e o que hoje é público pode voltar a ser discutido. Para a defesa, o ganho imediato é o acesso; o ganho definitivo depende do que o colegiado decidir.

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