# Medidas protetivas para mulheres crescem 43% no estado do Rio

> O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) registrou 57.498 medidas protetivas de urgência para mulheres entre janeiro e julho de 2026. O número representa crescimento de 43% em relação ao mesmo período de 2025, conforme dados do Observatório Judicial de Violência contra a Mulher. A alta reflete maior acesso à Justiça e ampliação do enfrentamento à violência doméstica no estado.

*IDECrim · Direito de Familia · 25 de agosto de 2026 · Dr. Hélio Faleiro Mont'Alverne*

O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) concedeu 57.498 medidas protetivas de urgência entre janeiro e julho de 2026, alta de 43% ante o mesmo período de 2025. Os dados são do Observatório Judicial de Violência contra a Mulher.

A Justiça do Rio de Janeiro ampliou, em 2026, a atuação no enfrentamento à violência contra a mulher. Dados do Observatório Judicial de Violência contra a Mulher do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) apontam que, entre janeiro e julho deste ano, os magistrados concederam 57.498 medidas protetivas de urgência em todo o estado, contra 40.201 no mesmo período do ano passado, um aumento de 43%.

Entre janeiro e julho de 2026, foram concedidas 57.498 medidas protetivas, contra 40.201 no mesmo intervalo de 2025. As prisões de agressores também cresceram: foram entre janeiro e agosto de 2026, contra 1.780 nos primeiros oito meses de 2025. Os dados, atualizados até 20 de agosto, mostram ainda que o Judiciário fluminense realizou 12.508 audiências e proferiu 48.506 sentenças.

O Judiciário fluminense atua em um cenário de aumento dos registros de violência doméstica no estado. Entre janeiro e julho, foram distribuídos 59.834 novos processos relacionados à violência contra a mulher, cerca de 10 mil a mais que no mesmo período de 2025, quando foram registrados 49.711 casos. Do total de novos processos deste ano, 49,3% estão relacionados à violência física. Somente nos primeiros 20 dias de agosto, foram iniciados 4.468 processos na área de violência de gênero. No primeiro semestre, foram registrados 70 novos casos de feminicídio no estado.

O TJRJ mantém iniciativas destinadas a ampliar o acesso das mulheres à Justiça e oferecer acolhimento especializado às vítimas. Entre janeiro e julho de 2026, a Sala Lilás, espaço de atendimento humanizado instalado no Instituto Médico Legal (IML), realizou 3.166 atendimentos. O aplicativo Maria da Penha Virtual, que permite solicitar medidas protetivas pela internet, recebeu 3.788 pedidos até 20 de agosto de 2026, facilitando o acesso à Justiça sem comparecimento presencial.

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Fonte (canonical): https://idecrim.com.br/direito-de-familia/medidas-protetivas-mulheres-crescem-43-estado-rio/
